Doutor Estranho | Crítica

Dando continuidade a sua Fase 3, Marvel lança seu novo filme, Doutor Estranho, contando com elementos místicos e bem diferentes do que já vimos nos outros filmes da franquia.

Desde o início, com Homem de Ferro (2008), estamos vendo o desenrolar de uma grande luta que vem por aí, mostrando que o ataque em NY em Vingadores (2012) foi como tirar doce de criança. Assim somos apresentados a mais uma camada deste plano, com direito a novos universos, dimensões e, claro, novos protagonistas.

Logo de cara conhecemos duas figuras centrais e vemos como seus poderes são desenvolvidos no filme. A luta entre a personagem A Anciã (interpretada pela ótima Tilda Swinton, desmerecendo toda aquela polêmica sobre sua escalação) e o vilão Kaecilius (Mads Mikkelsen) já mostra como o filme é diferente de tudo o que já vimos no universo da Marvel. Criando poderes com as mãos, gerando chicotes de fogo, tudo num jogo de imagens que faz a cidade se desdobrar a medida que a luta acontece. É o melhor que os efeitos especiais podem nos mostrar.

Doutor Estranho

Obviamente o destaque do filme fica com a atuação sempre no tom de Benedict Cumberbatch, que consegue definir em minutos a personalidade arrogante e com complexo de Deus que é o neuro-cirurgião Stephen Strange (Doutor Stephen Strange, desculpa ai Doc).

O (não) envolvimento com a personagem de Rachel McAdams, Dra. Christine Palmer, só faz o espectador criar uma certa antipatia com o personagem, até a brutal cena do acidente e do pós-operatório, cenas que graças a edição fica rápida e ágil, afinal precisamos seguir com a jornada do nosso “herói”.

A partir dai, quem assiste o filme acompanha Strange em sua jornada até Kamar-Taj, onde busca consertar sua vida. Sendo um homem da ciência e que não acredita em magias e misticismos, vemos sempre o seu tom meio cético e sarcástico em relação ao que é apresentado pela Anciã e pelo Mestre Mordo (Chiwetel Ejiofor). O bom humor nas cenas de descoberta dos poderes é um bom mix, enquanto entramos de cabeça na mitologia apresentada.

Doutor Estranho

Aliás as piadas fazem toda a diferença no filme. Desde o humor do próprio personagem principal, até a Capa da Levitação, aos personagens secundários. Sempre bem colocadas e servindo para quebrar o gelo em algumas cenas com uma carga dramática um pouco maior, sendo a característica dos filmes da Marvel.

O filme que tem roteiro de Robert Cargill e Jon Spaihts faz bem ao desenvolver o personagem do Mago Supremo para o público e apresenta os eventos mais mágicos de maneira “é assim e pronto”, aliados com as sempre presentes cenas de combate.

Doutor Estranho é um bom longa para a franquia e já prepara o terreno para as infinitas possibilidades que teremos nos próximos filmes, utilizando os elementos e a mitologia sobre os universos e, claro, as Jóias do Infinito.

Nota do Crítico:

Recado do Arroba Nerd:

Como todo filme da Marvel existem cenas pós-créditos. Isso mesmo cenaS. Plural. Cenas essas que conectam o personagem aos próximos filmes da Fase 3.