Dominação | Crítica

O filme de terror, Dominação (Incarnate, EUA, 2016) tem uma proposta bem simples, contar uma história de possessão demoníaca com um baixo orçamento e nomes conhecidos para o público das séries de TV…

Foto: PlayArte

Com o ator Aaron Eckhart (de O Cavaleiro das Trevas), que tem andado participando de poucas grandes produções, assume a frente desse filme que conta a história do Dr. Seth Ember, um cientista que tem a capacidade de entrar no subconsciente de pessoas possuídas. Quando Lindsay (Carice van Houten, de Game of Thrones), uma mãe solteira, testemunha terríveis sintomas de possessão demoníaca em seu filho de 11 anos, Cameron (David Mazouz, da série Gotham) ela tenta de tudo para salva-lo inclusive apelar para o Vaticano que não consegue lidar com o poderoso demônio. O Dr. Seth junto com sua equipe é chamado para cuidar do caso do menino até que ele descobre ter uma conexão com o demônio em si. Motivado por questões pessoais ele tenta salvar o menino do arqui-demônio que é o mais forte que ele já enfrentou.

O grande trunfo do roteiro claro é aliar a história das possessões com a entrada do personagem na mente dos possuídos, num clássico estilo do filme A Origem. Enquanto acompanhamos a batalha do bem versus mal nas diversas cenas dos pesadelos das pessoas, seja num parque ensolarado ou em um parque de diversão, podemos acompanhar os famosos clichês de filme de exorcismos, como as levitações, os corpos tortos e, claro, os olhos escuros para indicar que a pessoa é um demônio.

A mitologia do filme é bem explicada com as regras de como funcionam as idas até o outro lado. Em resumo o Dr. Ember precisa convencer a pessoa possuída em 8 minutos que o mundo que ela vive não é real, assim as cenas acontecem de maneira bem fluída e com um grande propósito, expulsar a pessoa de dentro do “pesadelo”.

Foto: PlayArte

O filme em si é bem escuro, talvez pelo fato de tentar esconder a produção de baixo orçamento, mas funciona em muitas partes como se quem assiste acabasse vivenciando a situação com os personagens. Personagens que alias estão em grande número no filme e ficam sem função na trama como a família do personagem principal, o padre, a enviada do Vaticano. É como se eles estivessem lá só para morrer, como em todo bom filme de terror, já que o único desenvolvimento de personagem é entre os personagens principais, o Doutor e o menino.

A atuação do ator Aaron Eckhart está um pouco fora do tom, onde cada frase solta parece uma dramatização mexicana, mas nada que possa atrapalhar o desenvolvimento da história. Para os fãs de filme do gênero a produção é uma boa distração, com pontuais cenas para assustar e com um suspense bacana para se assistir numa despretensiosa tarde chuva de domingo a tarde.

Nota do Crítico:

Dominação estreia nos cinemas em 05 de janeiro.

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