Correndo Atrás de Um Pai | Crítica

Correndo Atrás de Um Pai (Father Figures, 2017) poderia ser um típico filme de besteirol naquele clássico estilo de road trip movies, sabe? Onde os protagonistas embarcam numa viagem pelo país em busca de alguma coisa e no fim o que importa mesmo é a jornada, e não o destino final. Mas não, a produção não chega a ser uma comédia super engraçada e nem um drama (mesmo que leve), e muito menos os grandes nomes do elenco conseguem deixar o filme empolgante e agradável de se ver.

Foto: Paris Filmes

Com um roteiro arrastado em várias partes e umas atuações forçadas, Correndo Atrás de Um Pai não sabe que filme quer ser, não inova e também não faz o feijão com arroz. Mesmo com paisagens bacanas, um humor físico que funciona um pouco o longa não consegue deixar de parecer uma coisa apressada em mal executada.

Owen Wilson e Ed Helms são os protagonistas dessa “comédia” que conta a história de dois irmãos que partem em busca de descobrir a identidade do pai depois que a mãe deles, Helen (uma desperdiçada Gleen Close) revela a verdade sobre o ele: o pai está vivo.

Claro que os irmãos Peter (Helms) e Kyle (Wilson) são o completamente o aposto um do outro e isso deixa o filme ainda com um estilo diferente de comédia.Com muitos momentos surtados e exagerados o filme não consegue se conectar com quem assiste de que pelo fato que a cada minuto joga um novo personagem que poderia ou não ser o pai dos rapazes. Com figuras conhecidas de Hollywood, a cada parada na viagem a dupla além de tentar resolver seus problemas também precisa embarcar nas pistas para descobrir a identidade do pai e claro, passar umas vergonhas aqui e ali.

Foto: Paris Filmes

Owen Wilson faz o mesmo papel de sempre, aquele típico surfista meio cabeça oca e de bem com a vida que não liga para nada mas que lá no fundo tem um coração bom. O ator até tem uma trama própria para se desenvolver mas que o roteiro acaba deixando um pouco de lado em vários momentos. Helms faz o típico personagem do cara tenso, no melhor estilo Steve Carell (que se sairia melhor no papel se tivesse no filme) que acaba se abrindo para o mundo e mudando sua forma de pensar.

O filme até tem umas piadas que faz você abrir um pequeno (foco no pequeno) sorriso no canto da boca, como as interações dos atores com Terry Bradshaw (que interpreta ele mesmo) mas nada que faça realmente empolgar e dizer “poxa eu ri muito nessa cena” você só espera que a trama termine (e logo).Nem Gleen Close, J.K. Simmons e Christopher Walken conseguem tirar alguma coisa de positiva de seus papéis que são completamente caricatos, vazios e que realmente só servem para ocupar tempo de tela.

Correndo Atrás de Um Pai deveria vir com um aviso para o espectador sair correndo atrás de selecionar outro filme assistir no cinema, pois faz uma comédia cheia de erros, embaraçosa em vários momentos. Mesmo com uma boa química entre os personagens principais não acerta em quase nada e acaba sendo um desperdício de atores e de tempo para quem assiste.

Nota do Crítico:

Correndo Atrás de Um Pai  chega nos cinemas em 25 de janeiro.

Miguel Morales

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