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Coffee & Kareem | Crítica

A Netflix tem se tornado a casa dessas comédias mais besteirol no estilo Adam Sandler e que realmente servem, apenas, para seu propósito de divertir. E esse é o caso do filme Coffee & Kareem (2020), que além de fazer um trocadilho com os nomes dos personagens, ainda apela para a diferença de personalidades entre os protagonistas, e o que faz efetivamente a trama girar e acontecer.

Coffee & Kareem – Crítica | Foto: Netflix

Como falamos a história de Coffee & Kareem é simples, e parece ter sido inspirada em uma daquelas séries de TV policial antiga dos anos 80, sabe?. O roteirista Shane Mack, em seu primeiro grande trabalho na área, abusa de estereótipos para contar a história do policial Coffee (Ed Helms) e sua empreitada no seu novo relacionamento com a enfermeira Vanessa (Taraji P. Henson), e claro, conhecer o filho dela, o jovem Kareem (Terence Little Gardenhigh).

Assim, Coffee & Kareem parte então para assumir que os personagens vivem em uma daquelas séries policiais que comentamos acima, lembra? O roteiro tenta fazer uma sátira para essas figuras presentes nesses tipos de seriados e filmes, e coloca, todo mundo ali para contar a história do policial Coffee que vê um perigoso caso cair no seu colo.

Temos o fato que metade da força policial da cidade é corrupta, ou a noção que todo mundo acha que a polícia é corrupta, ou que todo jovem negro possa ser um rapper ou um criminoso. A comédia navega entre esses pré-conceitos de uma forma perigosa e se mostra no limite do mar do politicamente incorreto, mas que no final, consegue se garantir em algumas poucas tiradas e piadas. 

Coffee & Kareem – Crítica | Foto: Netflix

Coffee & Kareem entra para um diversão realmente sem muito compromisso com a realidade, ou com uma certa coesão, mas faz isso de uma forma que entretém e não ofende a inteligência de quem assiste, numa produção acima da média para o serviço de streaming.

A comédia empolga pelas perseguições alucinantes quando o policial Coffee (Helms no mesmo papel de sempre) e o jovem Kareem, que deveriam ter um momento namoro-sua-mãe-sou-quase-seu-padrasto e filho, se vem no meio de uma transação ilegal envolvendo drogas, corrupção policial, e o assassinato de um detetive. Assim, a dupla improvável precisa fugir para salvarem suas vidas. 

As boas piadas acontecem ao poucos, mesmo que Coffee & Kareem seja uma metralhadora delas, e que tenta fazer humor o tempo todo, seja ele físico ou não, mas realmente quem acaba roubando as cenas são as atrizes mais veteranas como Taraji P. Henson como a mãe de Kareem que esconde o relacionamento do filho, e claro, a corrupta e ambiciosa detetive Watts (Betty Gilpin, vivendo seu melhor ano) que realmente rouba todas as cenas. 

No final, Coffee & Kareem entrega aquilo que promete, um filme divertidamente sem noção numa trama sem muitas complicações ou complexidade feito para distrair a mente por algumas horas. A opção ideal em época de quarentena, onde um bom divertimento nunca é demais. 

Nota do Crítico:

Coffee & Kareem disponível na Netflix.

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