Capitã Marvel | Crítica

Capitã Marvel (Captain Marvel, 2019) marca o começo de uma nova etapa no Universo Cinematográfico da Marvel. E se depender de Carol Danvers (e Brie Larson!) estamos em boas, luminosas e poderosas mãos!

Assim, depois de muita expectativa, o filme solo da heroína chega e nos entrega uma nova personagem fascinante, num longa divertido. Capitã Marvel é Marvel Studios divertido sabe? Tem humor, é cheio de easter-egg, tem cenas de ações bem bacanas e, tudo isso, claro, se dá pelo roteiro que pode até não ser excelente, mas é caprichado, polido e moldado como um bom longa feito pelo estúdio.

Brie Larson in Captain Marvel (2019)
Capitã Marvel – Crítica | Foto: Marvel Studios

Sem muitas surpresas, Capitã Marvel segue a fórmula de contar uma boa história e também de fazer uma boa e grande introdução para a pilota-transformada-em-super-heroína. Capitã Marvel,como filme de apresentação de personagem, é bom feito Doutor Estranho (2016) e tem na sua essência uma lembrança de outro Capitão, o América, visto em Capitão America: O Primeiro Vingador (2011).

Mas aqui, em Capitã Marvel, Brie Larson é o grande fator para o filme dar certo e funcionar. A atriz realmente se entrega, faz uma personagem memorável e brilha igual os poderes dessa nova heroína que o estúdio apresenta pela primeira vez!

No longa, Larson realmente faz o filme ser dela, assim como, a atriz puxa um certo protagonismo para si e para a missão de liderar os Vingadores numa nova tentativa de derrotar o vilão Thanos lá no inédito Vingadores: Ultimato (2019).

Em Capitã Marvel, além dessa nova personagem, somos apresentados para um novo mundo, só que lá nos anos 90. Um mundo pré-Iniciativa Vingadores, pré-Pantera Negra, pré-Todo mundo virou pó por causa do estalo de Thanos. O longa acaba por ser uma grande história de origem, onde o roteiro não poupa tempo para apresentar novos lugares, como Hala a cidade Kree e para os novos integrantes desse grande e vasto universo Marvel nos cinemas, como as raças alienígenas Kree e os verdões que mudam de forma, os Skrulls. A produção ainda consegue trazer os agentes da S.H.I.E.L.D., Nick Fury (com dois olhos!) e Phill Coulson, ambos numa versão jovem e recém apresentados para esse tipo de conflitos inter-galáticos.

Capitã Marvel, assim, nos entrega uma história de conhecer essa nova personagem e explorar esse novo mundo. E para alguns ávidos por respostas e conexões com o que aconteceu com os Vingadores em Vingadores: Guerra Infinita (2018), o longa talvez, possa decepcionar. Tudo isso não tira mérito do filme, ou o faz ser pior ou melhor que outro, apenas, para nós, é uma questão de ajuste de expectativa.

Ao assistir Capitã Marvel, vão em mente que esse é o filme da personagem, da Carol Danvers, assim como, a Marvel Studios fez com o Doutor Estranho, Homem-Formiga, Pantera Negra e todos os outros de apresentação dos heróis.

Capitã Marvel acerta em desenvolver uma história um pouco inchada e, às vezes, até mesmo um pouco densa, cheia de vai-e-vem e que brinca com as memórias de Carol Danvers, mas que tem, como foco principal de apresentar a personagem em questão, mesmo que esse caminho possa ser feito de uma forma um pouco torta, ao se apoiar em algumas reviravoltas e viradas no roteiro que podem soar um pouco previsíveis.

Capitã Marvel – Crítica | Foto: Marvel Studios

Mas se Capitã Marvel sofre com alguns desses problemas, o filme se garante nas atuações. A química entre Larson e Samuel L. Jackson é o coração do filme e todas as cenas que os dois personagens estão juntos, são ótimas, realmente dão o tom e fazem toda a diferença, onde parece estarmos dentro de um bom filme de policial da década de 80 e 90.

Ben Mendelsohn, Jude Law e Lashana Lynchs completam o elenco e se apropriam de seus personagens de uma forma que o trio parece estar completamente confortável com eles. O primeiro como o skrull Talos, que movimenta a história, o segundo como o líder da Starforce, aquele personagem para se prestar atenção, e a terceira, como Maria Rambeau, uma pilota amiga de Carol Danvers. Já Annette Benning, acaba por ser realmente uma das melhores aquisições da Marvel Studios nos últimos tempos e faz tudo que Cate Blanchett deveria ter feito em Thor: Ragnarok (2017). Mas, em Capitã Marvel, a cereja do bolo fica com o gato Goose que merece todo o tempo de tela do mundo.

No final, Capitã Marvel entrega um filme típico da Marvel Studios, com carisma na medida certa e um roteiro moldado nos eventos que já deram certo nesses últimos dez anos. Para os fãs mais fervorosos, o longa ainda dá as respostas certas para as perguntas certas e para a presença da personagem no MCU, como tivesse a certeza do que seus fãs as discutiriam meses a fio se elas não tivessem sido mostradas para eles bem em sua na frente.

Com Capitã Marvel, a Marvel dá boas-vindas para Carol Danvers, onde esperamos que heroína voe mais alto, mais longe e mais veloz.

Ps: O filme tem 2 cenas pós-créditos.

Nota do Crítico:

Capitã Marvel já nos cinemas

Miguel Morales

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