BrightBurn – Filho das Trevas | Crítica

Brightburn – Filho das Trevas (Brightburn, 2019) acaba por ser um filme que trabalha uma idéia bem curiosa: O que teria acontecido com o mundo se o Superman fosse do mal? Claro, aqui nesse filme da Sony Pictures, a produção não usa exatamente as palavras como Superman, Kripton e Kriptonita, mas, isso também não importa muito para entender a mensagem que o filme quer passar, basta, apenas, ter um mínimo de conhecimento em cultura pop para saber que essa é grande intenção do longa. 

BrightBurn – Filho das Trevas – Crítica | Foto: Sony Pictures

Assim, Brightburn – Filho das Trevas pega essa idéia curiosa e desenvolve um filme sombrio, instigante e provocador. Brightburn – Filho das Trevas acaba por ser uma saída da zona de conforto tanto para o espectador, quanto para seus atores, principalmente um de seus protagonistas, a atriz Elizabeth Banks. Brightburn – Filho das Trevas, então, faz um filme de origem para Brandon Breyer (Jackson A. Dunn), um garoto que vive no interior dos EUA e que começa a descobrir certas habilidades quando ele entra na puberdade. Brightburn – Filho das Trevas, acaba por então, entregar uma produção bem didática na hora de apresentar essa jornada que a família Breyer enfrenta, desde que encontraram um bebê numa nave especial durante uma chuva de meteoros.

Passado 12 anos, Brandon precisa lidar com a saída da concha e começa a questionar tudo, seus pais Tori (Banks) e Kyle (David Denman), a escola que estuda e principalmente qualquer figura adulta que tenta o disciplinar.

Brightburn – Filho das Trevas então trabalha com o suspense em pequenas doses, e uns sustos aqui e ali ao longo do filme, para desenvolver essa relação entre o jovem e o restante do mundo, onde, quanto mais Brandon descobre sobre seus poderes, mais sanguinário o filme fica. 

BrightBurn – Filho das Trevas – Crítica | Foto: Sony Pictures

O roteiro da dupla Brian Gunn e Mark Gunn (irmãos do produtor executivo James Gunn) se desenvolve de uma forma bem redondinha, sem muitas surpresas, onde a cada obstáculo que o garoto encontra, é superado de uma forma violenta e marcado por um rastro de destruição e sangue. 

Um aviso, Brightburn – Filho das Trevas tem cenas bem explícitas, onde as vítimas que cruzam com esse supergaroto do mal, sofrem ao contrariar o garoto por diversos motivos, seja um romance de escola não correspondido, ou encontra-lo dentro no guarda-roupas após invadir uma casa. Assim, Brightburn – Filho das Trevas faz uma reconta, e faz uma crítica nada sutil do mito do super-herói, onde vemos uma abordagem dos produtores quase única que une uma pitada de humor um pouco sombrio e sarcástico, com cenas de suspense que são criadas para deixar a ambientação do filme com um clima pesado e carregado. 

No mundo marcado por filmes de super heróis (do bem), produções em live action de animações, e grandiosas franquias, Brightburn – Filho das Trevas acaba por se destacar num projeto ousado e diferente, não muito memorável, mas num longa marcado por ser autoral o suficiente e criativo em sua própria maneira.

Nota do Crítico:

Brightburn – Filho das Trevas chega nos cinemas em 23 de maio

Miguel Morales

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