Big Mouth | Especial: O Amor é um Terror

Na última sexta (08) a Netflix liberou o episódio especial de Big Mouth, O Amor é um Terror (My Furry Valentine) e em um tom cômico, e gloriosamente vulgar, trouxe os agouros do Dia dos Namorados para os adolescentes, para adultos e para os monstros dos hormônios, cheio de piada, conotação sexual e mamilos.

Vale ressaltar que Big Mouth é uma animação adulta, classificada para maiores de 16 anos, e mesmo com uma abordagem debochada, fala sobre sexualidade, sexo, respeito, doenças, e hormônios, com um linguajar atual, as vezes baixo, mas que acerta em cheio no que precisa falar.

É interessante quando vemos um Nick mais emocional, com problemas com o corpo, mas já sendo capaz de ejacular, e tudo graças ao fato de seu monstro do hormônio na verdade ser a monstra Connie, depois que ele passou um tempo com um monstro bem ancião. Explicar que não tem problemas ele ser assim mais emocional é interessante, e trouxeram mais característica feminina para o seu “descontrole”, o que soa estanho no início, mas é impossível não gostar quando ele resolve abraçar o seu lado emocional.

Com Jessi solteira e tendo que ouvir a mãe a namorada transando no quarto ao lado, é legal ver sua relação com Connie, ao mesmo tempo que ela encontra em Matthew um grande amigo e ambos falam tranquilamente sobre meninos, sexualidade e ainda fazem um dueto para celebrar os momentos juntos, mesmo que o rapaz tenha arrumado uma voz para ela dublar. Espero ver mais da sexualidade de Matthew trabalhada nos próximos episódios.

Jay e as almofadas e travesseiros é um caso sério. O vício dele em masturbar com elas e ainda ter altas conversas é hilário, e acho engraçado como eles fazem um paralelo dele com o Treinador Steve, que aqui estava hilário com sua namorada imaginária.

Agora, o fascínio e controle de Andrew por Missy foi exagerado. Colocaram o monstro do hormônio com tudo para cima do garoto, que descontrolado queria posse de MIssy e até jogou seu amigo cadeirante no chão, achando que ele fazia charme para conquistar sua ex.

Lógico que temos vários exageros, a série ainda peca no desenvolvimento e na abordagem de alguns personagens, mas sempre sabe trazer o humor a cada um deles, como o romance do fantasma Duke, que queria a Whitney Houston, que quer a Nina Simone, que quer Burt Reynolds.

Big Mouth caminha muito bem pelo humor escrachado e debochado para algo até mais educacional, e este episódio mais uma vez mostra como a série de Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett é excelente.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.