Baywatch | Crítica

A série de TV Baywatch que no Brasil veio com o título de S.O.S Malibu, mostrava o cotidiano de um time de salva-vidas que cuidavam de uma praia nos EUA. A série nunca foi uma produção que passava um ar de seriedade teve uma grande audiência durante o período que foi exibida na tv tanto aqui no Brasil quanto nos EUA. Seus atores principais, David Hasselhoff e Pamela Anderson são conhecidos em todo mundo devido suas cenas com poucas roupas e esbanjando sensualidade e aqui até servem para chamar atenção ao longa, ao fazerem pequenas e rápidas participações nessa nova versão.

Então, a Paramount Pictures resolve se unir com o carismático ator Dwayne Johnson, o The Rock, o talentoso diretor para comédias Seth Gordon (da série The Goldbergs e das comédias Quero Matar Meu Chefe Surpresas do Amor) e um elenco formado por jovens atores bonitos e boas pintas para retornar a franquia dessa vez nos cinemas. Não se engane pelo saudosismo com a série, o filme de Baywatch de 2017 é engraçado na medida certa não se leva a sério mesmo com um jeitão de filme de espionagem e no final acaba por contar uma história bem humorada, divertida e claro como muita piada de cunho sexual. Afinal, um besteirol de vez em quando é sempre bom e nisso a produção tem de montes. As piadas no filme ficam variando nesse nível e chegam a funcionar bem até mesmo quando são mais sutis.

Foto: Paramount Pictures

Logo de cara conhecemos o Mitch Buchannon o líder do time de salva-vidas da praia de Emerald Bay. O cara é amigão da vizinhança e Johnson parece que nasceu para o papel. Mitch é o dono da praia, os frequentadores o amam e os comerciantes também e ele impõe uma certa autoridade no lugar unindo seu carisma, simpatia aliado claro com o tamanho de seus músculos.

Mas ele vê seus problemas aumentarem quando percebe que drogas aparecem na praia mas não sabe de onde elas vem e quem é o responsável, junto a isso ele tem que lidar com o nadador olímpico Matt Brody (Zac Efron) que vai participar mesmo a contra-gosto dos dois do time de salva-vidas. Efron mesmo com um alaranjado dois tons acima do legalmente permitido está engraçado e junto com The Rock os dois levam o filme nas costas com uma química bem interessante com suas piadas cheias de referências maliciosas.

As cenas que os dois se provocam, como por exemplo das sacadas sobre o personagem parecer um membro de uma banda adolescente (“É você, ô One Direction…” e “O Malibu Ken ai…” ) fazem o filme ficar leve, descompromissado e já que o roteiro não é muito mirabolante. Sem muita pressão em si mesmo o filme se apoia muito do material cômico o que como falamos faz ele funcionar afinal o longa acaba que não se cobra muito e se mostra uma boa comédia com um um humor duvidoso mas feitas no timing certo. As principais cenas e que acabam por arrancar boas gargalhadas envolvem tanto a dupla Mitch/Brody quanto o carinha de TI, Ronnie (interpretado pelo engraçado Jon Bass) que acaba entrando no time de salva-vidas mesmo com zero preparo físico mas que tem maiores cenas devido ao fato de estar apaixonado por uma das recrutas.

Quanto ao resto do elenco, o personagem policial de Yahya Abdul-Mateen II também tem ótimos momentos no filme por ele ser meio que o mais pé no chão do grupo e as piadas ficam ainda melhores se você sabe da participação do ator no filme do Aquaman. Victoria Leeds, interpretada Priyanka Chopra é canastrona na medida certa num mix de Bond Girl do mal com personagem de novela mexicana, o lado bom da personagem é seus planos tem motivações explicadas e quando descobrimos suas reais intenções a empresária faz trama andar mesmo que ela acaba sendo atrapalhada pela turma Scooby-Doo da praia. 

O restante do elenco feminino formado pelas atrizes Alexandra Daddario e Kelly Rohrbach não se destacam muito além das já famosas cenas em câmera lenta e servem mais para dar volume e corpo para o filme do que qualquer outra e são um pouco esquecidas pelo roteiro em diversas situações.

Assim, esse filme de Baywatch é uma mistura da turma de jovens detetives que estão em uma série policial de investigação mas que não são detetives propriamente ditos com um simples e não tão elaborado caso do dia mas que mostra bem a idéia que filme propôs junto com corpos bonitos correndo pela praia ensolarada.

Como o mar gelado o filme não chega a empolgar e ser o melhor das comédias mas também não faz o barco afundar e principalmente não faz ninguém querer correr (da sessão) para sair da água. Engraçado na medida certa, você consegue contar a quantidade de boas piadas mas com gosto duvidosos em Baywatch na mesma velocidade e intensidade que os gominhos do abdômen de Zac Efron aparecem em cena. Ser um filme para diversão descompromissada é um dos maiores acertos da produção.

Nota do Crítico:

Baywatch estreia nos cinemas nacionais no dia 15 de junho.