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Anne with an E | Crítica da 3ª Temporada

E não é que em sua temporada final Anne with an E ficou ainda mais deliciosa de se acompanhar? Mais focada em outros personagens, mas mantendo Anne com um propósito até o seu final, a série amadurece como sua personagem e mostra que se reconhecer é importante.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

A jornada de Anne durante este novo ano foi saber sua origem, se os seus pais a amaram como ela deveria ter sido amada, mas que nunca soube o que é isso por conta de seu tempo no orfanato. Essa jornada foi dolorosa para ela, devido a inúmeras descobertas, mas a pior delas foi saber sobre a morte deles.

E a morte de sua família não que trouxe um alívio, mas mostrou a Marilla que ela e seu irmão Matthew são mais do que importantes para Anne. Marilla passou a temporada com medo de ter o amor que Anne sente por ela substituído, mas foi exatamente o contrário, ela no fim entendeu que precisava estar com ela para ambas crescerem. Senti um pouco falta de desenvolverem Mathew.

Mary e Bash souberam ser trabalhados com o amor e tudo mais ao lado deles, mesmo com a chegada de Elijah para atrapalhar um pouco a forma como eles se relacionavam. Só que a filha deles acabou sendo a luz para eles irem além, ainda mais com a morte de Mary, que uniu a comunidade dela com o pessoal de Avonlea, que de início demonstra uma racismo, mas os aceitam com o tempo.

E até mesmo a chegada de Ka’kwet é trabalhada de forma a nos mostrar o preconceito para com os índios nativos americanos. A ideia de mandá-la para uma escola e depois vermos que lá ela sofria com as freiras foi doloroso demais. Quando ela foge e coloca as pessoas em perigo, Aluk e sua esposa, decidem mantê-la na escola e mostrar que estarão sempre perto dela. Impossível não querer ver o desfecho disso…

Romance esteve em evidência neste ano, com Jerry e Diane ficando próximos e ela preocupada em como sua família reagiria a isso, já que apostam nela para um futuro. Já a professora Muriel teve Rachel em seu pé para que ela se portasse como uma dama.

O amor de Gilbert e Anne foi levado até o último episódio, com eles dizendo como se sentem um pelo outro apenas no final, e foi muito bonitinho.

Gostei da forma como a série abordou seus temas, como a liberdade de imprensa, o poder das mulheres, que homens podem ser mais frágeis… Tudo foi muito bem desenhado na trama desta 3ª temporada de Anne with an E que no final só queremos mais episódios para conhecer mais dessas pessoas.

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