Anne with an E | Crítica da 1ª Temporada

Estes dias li sobre a renovação de Anne with an E para uma 3ª temporada e fiquei instigado em assistir a série e saí completamente apaixonado por Anne. A jovem atriz Amybeth McNulty é simplesmente incrível, cheia de expressões e um olhar e energia realmente cativantes!

Anne with an E é uma série canadense do canal CBC e tem distribuição mundial da Netflix. Baseada no romance Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, a série acompanha a vida da jovem orfã Anne, que com a mente sonhadora e a língua solta, não consegue cativar as pessoas com seu jeito sincero.

Logo no primeiro episódio, “Your Will Shall Decide Your Destiny” vemos os maltratos pelo qual passou em alguns lares e até mesmo no orfanato, para então termos Marilla (Geraldine James) e Matthew Cuthbert (R. H. Thomson) entrarem em sua vida. A construção da união deles é lenta e pode desgastar um pouco, pois os irmãos queriam um menino para ajudar na fazenda, mas quando eles se apegam a jovem Anne, a coisa realmente fica interessante.

Só que por conta de desencontros, Marilla acredita que Anne roubou seu broche e a manda embora, para só depois descobrir que ele havia caído no vão da poltrona. “I Am No Bird, and No Net Ensnares Me” é intenso na busca de uma reaproximação e confiança, só que a partir daí a vida de todos já está mudado.

A série busca mostrar como Anne muda completamente as vidas de Matthew e Marilla, que passam a ficar mais leve e ter um “passarinho cantor” dentro de casa, pois Anne não deixa o silêncio tomar conta dos ambientes, sempre com muito poema e muitas histórias.

Estudar é algo que ela tem paixão, mas acaba vendo que todos a acham um “cachorro vira-lata” por ser orfã e acabam fazendo comentários maldosos, principalmente depois que ela vê a filha mais velha da família Andrews em um momento de carinho com o professor e contar as meninas não só isso, mas também tudo o que já viveu.

Todos só dão um voto de confiança em Anne depois que ela invade a casa dos Gills em chama e consegue evita o pior, se tornando heroína em “An Inward Treasure is Born“, mas não deixando somente aí, pois ela acaba salvando a vida da irmã de sua melhor amiga, Diana, depois de fazer um cá para comemorar sua primeira menstruação e acabarem as duas bêbadas, em “Tightly Knotted to a Similar String“. Esse embaraço faz a mãe de Diana a poibir de falar com Anne, mas é temporário.

O desenvolvimento da série não fica somente em Anne, vemos também as dores e amores dos outros personagens, como a paixão de Marilla por John, a quem teve que se abster para tomar conta de sua família e sofrer até a morte dele. Ou mesmo Matthew que carrega nas costas o trabalho da fazenda e ao perder uma carga acaba hipotecando o seu lar.

Gilbert, que seria somente um par romântico para Anne, acaba ganhando um drama intenso com a perda do pai, John, e precisando amadurecer mais rápido do que os outros garotos do colégio. As conversas dele com Anne são ótimas, mas por Ruby ser apaixonada pelo rapaz e as meninas a proibirem de falar com ele, Anne luta por um amor que ela não pode, mas acaba compreendo as coisas conversando com Josephine, tia de Diana.

Quando chegamos em “Wherever You Are Is My Home” temos tudo para sofrer e chorar com Anne, Marilla e Matthew, já que ele sofre um problema no coração e a hipoteca da casa será adiantada, por medo do banco perder dinheiro. A correria para levantar dinheiro é intensa, obrigando todos a fazerem sacrifícios, incluindo a venda do broche e até a amiga Rachel fazendo a igreja os ajudarem.

Anne with an E faz uma temporada inicial intensa e apaixonante e nos faz voltar a ser aquela criança sonhadora e tagarela, que só quer o mundo mais colorido, mesmo que tenhamos que entender que as coisas são realmente bem diferentes.

Anne with an E tem suas 2 primeiras temporadas disponíveis na Netflix.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.