A Primeira Noite de Crime | Crítica

Estreia hoje (27) A Primeira Noite de Crime, novo filme de uma das franquias de terror mais rentáveis do mundo, The Purge (traduzido no Brasil para Uma Noite de Crime). Como o nome já sugere, o filme se passa antes de todos os outros, narrando acontecimentos da primeira noite no qual o governo institui um experimento em durante 12 horas qualquer tipo de crime se torna legal, incluindo assassinato.  Desde o lançamento do primeiro filme em 2013, os três filmes da franquia já arrecadaram um total de US$ 319.8 milhões nas bilheterias mundiais.

Mas afinal, o que é uma franquia?

Por definição, uma franquia cultural é um bem licenciado, registrado como propriedade intelectual. Este bem pode ser depois reproduzido em outras peças, podendo incluir personagens, cenários e marcas registradas de uma primeira obra original.

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Foto: Universal Pictures

A Primeira Noite de Crime não passa disso: uma definição de franquia saída diretamente de um dicionário, sem nenhum diferencial, atrativo ou até mesmo ligação que cause entusiasmo no espectador, além do evidente de se passar antes dos outros três longas.

É uma história replicada no qual, com exceção de seus novos rostos, Dmitri (Y’Ian Noel), Nya (Lex Scott Davis) e Isaiah (Joivan Wade), entre outros, nada que é mostrado é novidade. O filme acaba caindo em um dejà vu, a sensação de já ter visto tudo aquilo antes.

Normalmente, para maior entretenimento de seu público, além da relação entre as peças através de uma linha do tempo, os estúdios também buscam explorar outros elementos como justificativas do presente buscadas no passado, rostos familiares ou até mesmo a menção de uma figura já conhecida de longas anteriores. Nada disso é observado neste último, apenas conflitos já citados e respostas já respondidas.

Existem, é claro, os fãs de franquias como esta que pouco se importam com a repetição. Muito pelo contrário; querem o mesmo, pois é o que lhe agrada, traz conforto. Não sugerem algum tipo de desenvolvimento ao longo das tramas. Para este grupo, que apenas se importa com o sangue demasiado, falsa sensação de tensão, atuações ofegantes e rostos suados, A Primeira Noite de Crime é um prato cheio.

Nota do Crítico:

A Primeira Noite de Crime chega hoje aos cinemas brasileiros.