A Hora da Sua Morte | Crítica

A Diamond Films trouxe para o Brasil A Hora de Sua Morte (Countdown, 2019) e o longa promete agradar aqueles que gostaram de Premonição, O Chamado, Arraste-me Para o Inferno… Aqui temos um terror simples, sem muitas pretenções, e que fisga nossa atenção com arcos narrativos superficiais que vão sendo tratados no decorrer do longa, sem muitas surpresas.

Este é o primeiro filme de Justin Dec, tanto como diretor, quanto roteirista, e como falamos, o longa não traz grandes novidades para o gênero, mas nos mantém interessado ao construir e apresentar a trama de seus personagens. Toda a história de A Hora de Sua Morte se baseada com os personagens e a instalação de um app chamado Countdown que te obriga a assinar um contrato com um demônio para mostrar uma previsão da hora e dia da sua morte.

A atriz Elizabeth Lail (You) segura muito bem as pontas no filme, e realmente se tora uma “scream queen” de primeira, sua personagem é bem desenvolvida, e sabe jogar com as regras do jogo que o app impões e que movimentam a trama.

O enredo de A Hora de Sua Morte é simples, vemos uma enfermeira lidando com um jovem que jura que sabe exatamente a hora que irá morrer. Quinn (Lail) está com a cabeça cheia, acaba achando uma boa baixar o aplicativo depois de ver que o rapaz morreu exatamente na hora que ele havia lhe dito e ao pegar seu celular a contagem está zerada…

A partir deste ponto começa uma corrida contra o tempo, pois a protagonista começa a ser atormentada e a cada passo cancelado de sua agenda, o contrato com o app é quebrado. E A Hora de Sua Morte consegue mostrar isso de uma forma excelente, onde o roteiro mostra bem a tecnologia em sua forma mais a tóxica, onde ainda colocam um demônio do antigo tratamento, mostrado por um padre nerd, e que resolve as coisas.

Sem dar mais detalhes, e spoilers dos momentos finais, mas o mais interessante é vermos Quinn como uma garota forte, disposta a tudo para interromper o ciclo do demônio, só que os dramas pessoais, como a perda da mãe, o afastamento da família apoia este trauma, tudo é bem mostrado.

Outro ponto abordado em A Hora de Sua Morte que acaba por ser muito interessante para os tempos atuais, acaba por ser a visão sobre o machismo e o assédio no trabalho, pois temos Dr. Sullivan (Peter Facinelli) sempre a elogiando e depois tentando lhe roubar um beijo, quando ela vai denunciar, ele vira o caso para ela.

No final, A Hora de sua Morte faz um terror leve, com boas doses de sustos, e nos faz ficar pensando em outros longas do gênero.

Nota do Crítico:

A Hora de Sua Morte chega aos cinemas no dia 27 de fevereiro.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.