A Estrela de Belém | Crítica

Nessa simpática animação da Sony temos uma das histórias mais antigas contadas transportada para a tela do cinema de uma forma bem bacana, com uma linguagem de fácil entendimento a produção acaba usando animais falantes e carismáticos. Em A Estrela de Belém (The Star, 2017) conhecemos a trajetória do nascimento de Jesus vindo do ponto de vista de burrinho muito esperto que não aceita o lugar comum e deseja sua liberdade.

Como em toda boa animação, ele precisa da ajuda de outros animais e o filme acaba por passar uma mensagem de solidariedade, amizade e companheirismo, e claro aceitar o próximo num paralelo bem importante sobre o que os ensinamentos bíblicos querem dizer.

Com o foco no público infantil, a animação acerta em contar de forma bastante visual detalhes importantes dessa parte da Bíblia de uma forma engraçada, mas respeitosa e com uma preocupação muito grande com o visual gráfico. Os detalhes da animação tanto nos pêlos dos animais, quanto nas roupas e nos cabelos dos personagens humanos são muito bem feitos e a trilha sonora acaba sendo uma das coisas mais legais de se acompanhar, com música da cantora pop Mariah Carrey.

Os personagens carismáticos roubam as cenas ao terem suas aventuras no meio do caos, afinal o burrinho Bo precisa escapar do seu dono malvado e junto com José e Maria precisam escapar da ira do Rei Herodes e a trama consegue criar esses paralelos bem interessantes. As interações entre José e o Bo tem uma dinâmica parecida com Shrek e o Burro em Shrek mesmo que José não entenda o que o animal fale.

Nessa viagem até Belém ainda temos os personagens coadjuvantes como Dave, o pássaro falador e Ruth a ovelha que não bate bem da cabeça que conseguem dar um alivio mais cômico para o grupo de animais. O desenho também mostra o ponto de vista dos camelôs dos Três Reis Magos e conseguem mostrar bem as personalidades de cada um deles. A animação também acerta em colocar uma Maria um pouco mais independente e mais presente e não uma pessoa que aceita as coisas calada, uma personagem que pode servir de exemplo para pequenas meninas, outro lado que a produção teve a preocupação foi com o acerto das características dos moradores das cidades tanto de Nazaré quanto de Belém.

A produção consegue acertar em criar uma história nova com bases de uma história antiga e com uma mensagem positiva e com o ficando destaque na parte técnica da animação, A Estrela de Belém tem personagens cativantes e acaba sendo uma boa animação. O desenho serve para educar crianças sobre um assunto e passagem importante da biblia. No final deu a louca nos bichos e isso já basta para prender a atenção das crianças.

Nota do Crítico:

A Estrela de Belém estreia nos cinemas em 30 de Novembro.

Miguel Morales

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